
Causa do acidente aéreo em Gramado será conhecida em fevereiro
11 pessoas morreram na tragédia
Nesta segunda-feira (22), completou um ano da tragédia aérea que vitimou 11 pessoas no bairro Avenida Central. O acidente aconteceu depois da decolagem da aeronave Piper Chayenne, pilotada pelo empresário Luiz Cláudio Galeazzi, do aeroporto de Canela, em uma manhã de chuva e neblina. 10 pessoas que estavam no avião morreram, e outra que estava em uma ousada atingida morreu meses depois.
Um relatório preliminar do Cenipa - órgão que investiga acidentes aéreos no Brasil, apontou duas possíveis causas. A primeira delas identificou que a aeronave colidiu com um obstáculo, apesar de os sistemas estarem operacionais. Em geral, este tipo de acidente tem como principal fator contribuinte o incorreto conhecimento, por parte do piloto, da real situação de sua aeronave em relação ao solo ou a obstáculos no terreno.
A outra causa apontada se refere à perda de controle em voo. Segundo definição da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), esse problema ocorre quando há um desvio extremo da trajetória do voo desejada. Normalmente, após uma decolagem, a aeronave faz uma curva para a esquerda, o que não ocorreu neste caso. O piloto virou para o lado direito.
O Delegado Regional de Polícia, Gustavo Barcellos diz que já há uma linha de investigação para definir o que provocou o acidente. Mas ele espera pela abertura do motor da aeronave, o que acontecerá em fevereiro nos Estados Unidos. A partir do que for identificado, a investigação policial poderá ser mais assertiva.
Nesta segunda-feira (22), eu entrevistei Mariana Nigro para a Gramado TV. Ela perdeu nove parentes no acidente: a mãe, duas irmãs, dois cunhados e quatro sobrinhos. Ela falou sobre a dor de perder praticamente toda a família. No momento do acidente, Mariana estava em São Paulo, a espera dos parentes para um almoço em família, que acabou não acontecendo.
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