
Justiça concede 5 medidas protetivas para mulheres por semana
"O agressor não tem uma cara", diz juíza
A Lei Maria da Penha completa 20 anos este ano. Marco na proteção para as mulheres vítimas de violência, a lei continua sendo aplicada em Gramado em volume bem acima do imaginado por este colunista. São cinco por semana, de acordo com a juíza Aline Ecker Rissato.
Em entrevista, a juíza da 2a Vara de Gramado disse que Gramado está bem servido em termos de policiamento e auxílio às mulheres. "Na média são cinco pedidos de medidas protetivas, e às vezes ocorrem prisões em função de descumprimentos, além de prisões em flagrante pela Brigada Militar", revela a magistrada.
A juíza destaca que um antigo ditado ("em briga de marido e mulher ninguém mete a colher") está superado. "Os vizinhos podem chamar a Brigada e a Polícia Civil. Já aconteceu de a Brigada identificar casos em patrulhamentos de rotina".
"O agressor não tem uma cara: não tem cor, classe social e não tem nível de escolaridade, e o crime pode ser praticado em qualquer ambiente. Casos de alcoolismo e drogas também contribuem. O perfil do agressor é de um sujeito machista que não respeita a mulher", complementa a juíza.
Para melhorar este cenário, a juíza Aline Rissato sugere o trabalho de prevenção, especialmente nas escolas, "para que o perfil deste homem machista não seja repetido".
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