
Castelo de Gelo vai a Justiça contra empresa de refrigeração
Peça fundamental foi retirada no dia seguinte
Três pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil no inquérito que investiga o incêndio ocorrido no Castelo de Gelo, dia 9 de outubro de 2025, poucos dias antes de sua inauguração. Dois deles são da empresa Dufrio e outro é terceirizado da empresa.
A informação foi revelada nesta segunda-feira (26), durante entrevista coletiva convocada pela Hector Studios, empreendedora do Castelo. Segundo o diretor da empresa, Dudu Kny, a conclusão dos laudos do Instituto Geral de Perícias e de uma empresa particular, convergem no sentido de que o fogo iniciou no setor de refrigeração, localizado no segundo andar. Segundo Kny, o único equipamento capaz de contar o que aconteceu foi retirada na manhã seguinte ao incêndio, sem o conhecimento do empreendimento. O nome dele é sitrad. "É a caixa preta do sistema", resumiu.
Este equipamento só foi entregue a Polícia Civil pela Dufrio muito tempo depois, afirma Kny. Por isso, o Castelo de Gelo ingressou nesta segunda-feira com uma ação cível contra a Dufrio, pedindo para a Justiça indicar um perito para avaliar o prejuízo sofrido. De acordo com o advogado Alexandre Curvello, a perda é estimada em R$ 25 milhões.
Enquanto isso é incerto o futuro do Castelo de Gelo - considerado o maior ice bar do mundo. Os 30 funcionários contratados para o empreendimento foram realocados em outros empreendimentos da Hector Studios.
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