
Aeroporto em outubro frustra. Fraport poderá ter invertida.
Vila Oliva deve tirar 51% do Salgado Filho
O anúncio da abertura parcial do Aeroporto Salgado Filho frustrou o trade turístico gaúcho, especialmente o de Gramado e Canela, que respondem por 51% dos desembarques em Porto Alegre, conforme divulgado pela própria concessionária Fraport.
Nota-se nas negociações um interesse maior da concessionária do aeroporto em receber recursos do Governo Federal pelos eventos extraordinários da pandemia e da enchente de maio. A empresa também tem um seguro de R$ 700 milhões, suficiente para recuperar o maior aeroporto gaúcho. Pouco se sabe, no entanto, sobre os relatórios técnicos em relação às avarias das pistas de pousos e decolagens.
A posição fria da Fraport - cuja maioria acionária é do Governo da Alemanha, não está passando desapercebida pelas lideranças empresariais e políticas da Serra. Os investimentos nos aeroportos de Caxias do Sul, Torres e Canela são soluções paliativas, mas que poderão tomar corpo no futuro. Mas a principal esperança da região reside no Aeroporto Regional de Vila Oliva, que já tem a destinação de R$ 200 milhões do Governo Federal. Quando ele entrar em operação, possivelmente o movimento do Salgado Filho cairá pela metade. E aí, se ouvirão choros e ranger de dentes. Mesmo que a concessão da Fraport vá até 2042.
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