
Queda de avião em Gramado também será investigada nos EUA
Falta só a análise da fabricante do avião
A queda do avião que matou 11 pessoas, no dia 22 de dezembro, em Gramado, vai passar a ser investigada nos Estados Unidos. A informação é do jornalista Jocimar Farina, do Grupo RBS. No acidente, morreram as 10 pessoas que estavam na aeronave e uma funcionária de uma pousada atingida.
De acordo com as informações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) comunicou a Polícia Civil sobre o novo rumo das investigações. Como o motor do Piper Cheyenne não foi fabricado no Brasil, a empresa americana responsável se disponibilizou em analisar a peça.
O inquérito já está praticamente concluído, mas aguarda essa nova apuração para ser finalizado. Um relatório preliminar do Cenipa, divulgado em janeiro, apontou duas possíveis causas. Segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira, em geral, este tipo de acidente tem como principal fator contribuinte o incorreto conhecimento, por parte do piloto, da real situação de sua aeronave em relação ao solo ou a obstáculos no terreno. A outra causa apontada se refere à perda de controle em voo. Segundo definição da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), esse problema ocorre quando há um desvio extremo da trajetória do voo desejada.
No momento do acidente, a forte cerração atingia o aeroporto de Canela, de onde a aeronave partiu. Dessa forma, a decisão de prosseguir viagem foi do piloto, o empresário Luiz Cláudio Galeazzi, que pilotava o avião e era de sua propriedade.
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