
Peccin: ação virou 'um debate sobre interpretação contábil'
Família irá recorrer da decisão de 1º grau
Em nota à imprensa, Luciano Peccin, Marlene Prawer Peccin e Felipe Prawer Peccin afirmaram que irão recorrer da sentença que os condenou na ação civil pública da Operação Papai Noel. "Os empresários irão recorrer, confiantes de que as instâncias superiores reconhecerão integralmente a adequação de toda a gestão histórica do Natal Luz", diz a nota.
Os empresários "manifestam respeito à Justiça e reiteram sua serenidade quanto ao resultado, que se restringe a uma discussão técnica sobre despesas de viagem e diárias ocorridas (...). Após 14 anos de tramitação e mais de 12 mil páginas de processo, o próprio Ministério Público do Rio Grande do Sul reconheceu a ausência de provas e pediu a improcedência da ação em relação a maioria dos réus. Todas as demais acusações, foram rejeitadas ou arquivadas ao longo do tempo. O que restou foi uma questão pontual e administrativa, de menos de 5% do que o Ministério Público havia inicialmente questionado. Depois de tantos anos de escrutínio, a decisão confirma o que já se esperava: o processo foi esvaziado. O próprio Ministério Público reconheceu o descabimento de praticamente toda a ação. E temos a convicção de que mesmo as questões menores que ainda permaneceram, relacionadas a reembolsos de viagens, também terão sua discussão encerrada oportunamente”, afirma Luciano Peccin. Segundo Peccin, "o caso, que se arrastou por quase uma década e meia, transformou-se, na prática, em um debate sobre interpretação contábil".
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