
Novas regras do FGTS podem destravar a habitação popular
Teto do financiamento sobe para R$ 350 mil
Gramado não possui um programa de habitação popular. A última tentativa data de 2001, quando uma área de 21 hectares foi desapropriada no bairro Carazal, com tal objetivo. De lá para cá, o que evoluiu foi a abertura de ruas e a instalação de infraestrutura no local. Eram para ser lotes de casas, mas as áreas no entorno se valorizaram bastante, e hoje se pensa na construção de prédios plurifamiliares, como forma de ampliar a oferta de moradia popular.
O que sempre emperrou o programa foi a limitação dos financiamentos da Caixa, que só permitia até uma faixa de R$ 150 mil, o que não existe em Gramado. Mas, agora, uma decisão do Conselho do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pode destravar a construção de moradias populares como a do bairro Carazal. É que o Conselho do FGTS deu permissão para o governo ajustar o valor máximo dos imóveis a serem financiados em municípios de até 100 mil habitantes. Nesses locais, os novos limites serão de R$ 210 mil a R$ 230 mil – um aumento de 11% a 16% em relação aos valores atuais.
As mudanças também incluem um ajuste para permitir que famílias com renda de até R$ 4,7 mil (hoje, nas faixas de renda 1 e 2) possam adquirir imóveis com teto de financiamento de R$ 350 mil. Desta forma, um imóvel popular em Gramado começa a se viabilizar, com juros entre 7,66% e 8,16% ao ano.
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