
Multipropriedade é ruim? Mas é boa para patrocinar eventos.
Empresário aponta incoerência do município
Boa parte dos empresários gramadenses da hotelaria, gastronomia, parques e comércio não gostaram da declaração do prefeito Nestor Tissot (PP) de que ele irá estudar uma lei para proibir a venda de cotas de imóveis fracionados nesses estabelecimentos.
Do ponto de vista legal, avaliam que dificilmente a proposta irá prosperar. Poucos, no entanto, se manifestaram publicamente, temendo represálias. Sob a condição de anonimato, um empresário da gastronomia lembrou que o setor é o mais fragilizado depois de uma pandemia e das enchentes de maio de 2024, que diminuíram drasticamente o fluxo turístico em Gramado. Mesmo com um movimento animador na Páscoa, os donos de restaurantes ainda lutam para manter salários e empréstimos em dia, e os recursos diretos e indiretos das empresas de multipropriedade ajudam a fechar as contas.
O presidente do SindTur, no entanto, tornou pública a sua opinião, ao comentar uma postagem do colunista no Facebook. Cláudio Souza disse que "a iniciativa deve ser ouvida e respeitada". "Precisa resolver o problema na raiz e não tentar na ponta", completou o dirigente, lembrando que o Município não deveria, então, liberar mais projetos de multipropriedade. Por que ele (Nestor)
deixa as empresas de fracionados patrocinarem os eventos públicos, que em tese 'fomentam este 'problema'?", questionou Cláudio Souza. Ele se referia ao fato de, nos últimos 10 anos as empresas de multipropriedade terem sido os maiores patrocinadores de eventos como o Natal Luz e o Festival de Cinema.
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