
Manter um restaurante está cada vez mais difícil em Gramado
Queda no turismo e aluguéis são empecilhos
Há seis meses atrás, haviam 84 restaurantes à venda em Gramado e Canela, de acordo com dois corretores consultados. O número deve ter aumentado depois de um ano marcado pela tragédia climática e pelo fechamento do aeroporto de Porto Alegre.
Se na temporada de Natal de 2023 a queda já havia sido de 30%, principalmente em razão das fake news das chuvas de setembro e novembro, em 2024 este número só aumentou. O aeroporto só abriu em outubro, o que aumentou o prejuízo não só para os restaurantes, mas para toda a cadeia econômica que depende do turismo.
Agora, vemos nas redes sociais um restaurante completo, com mais de 300 metros quadrados, sendo vendido por meros R$ 290 mil. Outra casa, onde a proprietária investiu R$ 1,2 milhão, não encontra comprador por R$ 250 mil, o valor da execução pelo inadimplemento de aluguéis.
É, definitivamente, um período negro para a gastronomia. Mesmo os restaurantes mais capitalizados e organizados do ponto de vista administrativo, tiveram prejuízo em 2024. "Foi um ano social, apenas para manter os empregos e pagar impostos", diz um dos maiores empresários do setor. Ele lamenta que não tivessem havidos outras quinzenas como a última de dezembro. Assim, não haveria prejuízo no ano.
Mas quais são os motivos para este desempenho negativo? Resumidamente: 1 - A queda constante no fluxo turístico desde 2023; 2 - O alto preço dos aluguéis; 3 - A mudança no perfil dos turistas que visitam Gramado, hoje com poder aquisitivo mais baixo; 4 - A fama indesmentível de que Gramado é uma cidade cara.
É isso, lamentavelmente.
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